SINPRF-PR participa de evento na UTFPR sobre a previdência

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Na terça-feira (26), o SINPRF-PR, por meio do diretor jurídico Fabiano Nicolete, participou de evento promovido pela Universidade Tecnológica do Paraná – UTFPR e o escritório de advocacia Trindade e Arzeno, para discutir a reforma previdenciária brasileira, tendo o modelo chileno como base.

Intitulado “Do Chile ao Brasil: os reflexos políticos da Reforma da Previdência”, a reunião foi conduzida pelo professor e advogado chileno Raul Marcelo Devia Ilabaca, especialista em direito previdenciário e um dos principais nomes do Chile no assunto.

O evento contou com representantes de vários sindicatos, além de jornalistas e professores universitários. O professor Raul discursou sobre o modelo de previdência do Chile. Implantado nos anos 80, cada trabalhador deposita cerca de 10% do seu salário em uma conta individual, gerada por empresas privadas que cobram aproximadamente 2% ao mês de taxa de administração. Não existem contribuições de empregadores ou do Estado, assim, o próprio trabalhador que contribui para a sua aposentadoria. Esse dinheiro é gerido e aplicado, livremente por apenas seis empresas financeiras, que fazem a administração dos fundos. Juntas, possuem um patrimônio de 70% do PIB do país.

Em 2008, com a grave crise chilena, esse fundo foi utilizado para outros fins e os trabalhadores perderam 60% dos valores. Na prática, atualmente no Chile, quando a pessoa se aposenta passa a receber apenas 25% do salário da ativa. Após certo tempo, quando a reserva do fundo pessoal acaba, o aposentado, que não terá mais a aposentadoria, passa a receber uma “pensão solidária” do governo. O valor é de 70 dólares ou 300 reais, o que impede que as pessoas vivam com dignidade. O resultado de tudo isso são idosos vivendo à míngua e altas taxas de suicídio.

O professor Raul alertou quanto aos riscos que os brasileiros correm com a proposta do atual governo. Hoje, o povo chileno tenta recuperar uma previdência digna, onde os mais velhos possam ter um mínimo de dignidade e os mais novos, uma expectativa de vida positiva.

Falou ainda sobre as fortes ligações de Paulo Guedes com os economistas responsáveis pela proposta de reforma previdenciária chilena nos anos 80. Em seus estudos de pós-graduação na Universidade de Chicago, Guedes estreitou laços com vários estudantes chilenos que depois viriam a ter papéis relevantes no regime militar. Em outras palavras, Guedes doutorou-se na escola do ultraliberalismo econômico de Chicago, em 1978, mesma escola que deu base à reforma previdenciária nefasta de Pinochet e afundou o Chile.

Em sua fala, Nicolete reafirmou o compromisso do SINPRF-PR na luta contra a proposta apresentada pelo governo: “Lutamos para que os direitos não só dos policiais, mas de todos os brasileiros sejam mantidos. Caso modificados, precisam ser razoáveis e adequados à realidade do trabalhador brasileiro. Com essa proposta, os mais humildes serão os mais afetados”, disse.

O SINPRF/PR continuará vigilante para que a reforma seja apresentada de forma justa, de modo a contemplar a atividade policial da forma como deve ser tratada. Os policiais, que arriscam suas vidas em prol da sociedade, não podem ser esquecidos pelo governo.

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O SinPRF-PR segue atuando de forma permanente em Brasília na defesa da polícia rodoviária federal e de seus integrantes, acompanhando de perto as discussões sobre a criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

Para o Sindicato, é fundamental que a construção desse novo instrumento financeiro ocorra de maneira justa, equilibrada e transparente, garantindo à PRF participação efetiva nos recursos e o reconhecimento do papel estratégico que a instituição exerce no enfrentamento ao crime organizado, na segurança viária e nas demais atribuições constitucionais.

É justo e necessário que os policiais rodoviários federais tenham assegurado o bônus anunciado, bem como que a instituição seja devidamente fortalecida em sua estrutura, logística e capacidade operacional. Investir na PRF é investir diretamente na proteção das rodovias federais, das fronteiras e no combate qualificado às organizações criminosas.

O presidente do SinPRF-PR, Sidnei Nunes, destaca que o Sindicato seguirá vigilante e atuante nas tratativas. “Defendemos que a PRF seja contemplada de forma proporcional à relevância e à responsabilidade que exerce no enfrentamento às organizações criminosas. Nosso compromisso é com uma distribuição justa dos recursos e com o fortalecimento efetivo da instituição e dos policiais, sempre com responsabilidade e diálogo”, afirmou.

No fim, quem ganha é a sociedade brasileira, que depende de uma PRF valorizada, estruturada e preparada para cumprir sua missão constitucional com eficiência e responsabilidade.

Confira abaixo a íntegra da Nota Pública Conjunta sobre a criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas.

 

 

NOTA PÚBLICA CONJUNTA – Criação de fundo único de combate às Organizações Criminosas.

As entidades representativas das carreiras policiais da União reuniram-se nesta terça-feira (10/02) para debater a importância da criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), iniciativa considerada estratégica para o fortalecimento da segurança pública federal e para o enfrentamento qualificado do crime organizado no país.

O entendimento dos representantes dos servidores policiais da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Penal Federal (PPF) é de que a implementação deste fundo representa um instrumento essencial para ampliar a capacidade operacional das polícias da União, fortalecer suas estruturas institucionais e potencializar as ações de investigação, repressão e desarticulação das organizações criminosas.

A proposta apresentada pelo Ministério da Justiça contempla a possibilidade de destinação de recursos para investimentos institucionais e aquisição de equipamentos, assegurando maior eficiência, integração e modernização das forças policiais federais. Contudo, o projeto ainda não foi enviado ao Parlamento para tramitação.

As entidades reafirmam seu compromisso com o diálogo institucional, com a construção de soluções equilibradas e com a defesa de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública, refletindo diretamente na proteção da sociedade brasileira.

Por fim, as entidades signatárias permanecerão atuando de forma conjunta e permanente para a implementação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas, com o intuito de fortalecer as polícias da União e contribuir efetivamente para o enfrentamento ao crime organizado em todo o território nacional.

 

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