Conheça a atuação da PRF contra os crimes ambientais

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No dia 17 de julho é celebrado o Dia de Proteção às Florestas. Mas você deve estar se perguntando: qual a relação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o tema?

A resposta é: tudo!

Se você acredita que as ações da PRF se limitam a combater o narcotráfico e atuar como agentes de trânsito nas rodovias e estradas federais, está muito enganado! Uma das atividades também realizadas pela instituição é o enfrentamento aos crimes ambientais.

No Brasil, além dos eventos catastróficos – como secas prolongadas, inundações, pragas descontroladas ou rompimento de barragens, ainda existe a ação humana, que age por meios ilegais e afeta áreas como a saúde e a economia, além de trazer diversos prejuízos à sociedade e ao Estado. Para conter danos já provocados e proteger as futuras gerações, a PRF promove operações para combater a expansão de atividades ambientais ilícitas e desarticular as organizações criminosas.

Resultados positivos

Para se ter uma dimensão dos resultados obtidos pela instituição, em 2021, aconteceram 17 operações regionais e duas em apoio à Polícia Federal, a fim de desarticular o garimpo ilegal.

As ações contra os crimes ambientais se expandiram por todo o país, uma delas foi a fiscalização de carvoarias e indústrias químicas clandestinas, em São Paulo.

Além disso, houve o combate de ilícitos em apoio às ações da FUNAI  e a redução de extrações ilegais de madeira em terras indígenas.

Com atividades como essas, ao longo do ano passado, a PRF fiscalizou mais de 11 mil veículos em ações de enfrentamento aos crimes ambientais – um aumento de 15% em relação a 2020.

O número de ocorrências relativas a esse crime chegou a quase três mil. Com isso, 2.848 pessoas foram detidas. Quanto às apreensões, foram aproximadamente 36 mil m³ de madeira, 237 mil kg de agrotóxicos, 66 kg de ouro e   1000 m³ de carvão.

Operação Tentáculos II

Em maio deste ano, também foi finalizada a Operação Tentáculos II. As ações tiveram como foco os crimes ambientais, crimes contra o fisco e a saúde pública. A integração com as diversas instituições participantes permitiu não só a troca de conhecimentos entre os profissionais, mas também a melhora nos resultados entregues à sociedade: 43 pessoas detidas; 500 kg de agrotóxicos; 118,9 m³ de madeira; 3.592 unidades de produtos contrabandeados ou objetos de descaminho. Armas, munições, medicamentos ilícitos e alimentos que eram transportados de forma ilegal também foram apreendidos.

Operação Rotas da Amazônia e Guardiões do Bioma

Iniciada este ano, o principal objetivo da Rotas da Amazônia é enfrentar os crimes fronteiriços da região norte, principalmente a criminalidade ambiental ligada ao desmatamento da Amazônia. Inserida nesta ação, está a Operação Guardiões do Bioma, uma atuação integrada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e diversos órgãos que fazem parte da sua estrutura, como PF, FUNAI, ICMBio, INCRA, INPE, ASCOM, IBAMA, CENSIPAM.

A Operação Guardiões do Bioma teve início em 17 de março e terá a duração de um ano. As atividades contam com seis bases operacionais avançadas e acontecem em estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Com uma proposta desafiadora, a integração tem o objetivo principal de zerar o desmatamento ilegal até 2028.

No apoio aéreo, a PRF disponibiliza para as duas operações uma aeronave que auxilia no suporte aerotático. O intuito da operação é combater ilícitos ambientais e socioambientais – principalmente nos acessos às áreas de desmatamento ilegal – e intensificar a fiscalização do transporte de madeiras extraídas ilegalmente.

Com informações da PRF.

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O SinPRF-PR segue atuando de forma permanente em Brasília na defesa da polícia rodoviária federal e de seus integrantes, acompanhando de perto as discussões sobre a criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

Para o Sindicato, é fundamental que a construção desse novo instrumento financeiro ocorra de maneira justa, equilibrada e transparente, garantindo à PRF participação efetiva nos recursos e o reconhecimento do papel estratégico que a instituição exerce no enfrentamento ao crime organizado, na segurança viária e nas demais atribuições constitucionais.

É justo e necessário que os policiais rodoviários federais tenham assegurado o bônus anunciado, bem como que a instituição seja devidamente fortalecida em sua estrutura, logística e capacidade operacional. Investir na PRF é investir diretamente na proteção das rodovias federais, das fronteiras e no combate qualificado às organizações criminosas.

O presidente do SinPRF-PR, Sidnei Nunes, destaca que o Sindicato seguirá vigilante e atuante nas tratativas. “Defendemos que a PRF seja contemplada de forma proporcional à relevância e à responsabilidade que exerce no enfrentamento às organizações criminosas. Nosso compromisso é com uma distribuição justa dos recursos e com o fortalecimento efetivo da instituição e dos policiais, sempre com responsabilidade e diálogo”, afirmou.

No fim, quem ganha é a sociedade brasileira, que depende de uma PRF valorizada, estruturada e preparada para cumprir sua missão constitucional com eficiência e responsabilidade.

Confira abaixo a íntegra da Nota Pública Conjunta sobre a criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas.

 

 

NOTA PÚBLICA CONJUNTA – Criação de fundo único de combate às Organizações Criminosas.

As entidades representativas das carreiras policiais da União reuniram-se nesta terça-feira (10/02) para debater a importância da criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), iniciativa considerada estratégica para o fortalecimento da segurança pública federal e para o enfrentamento qualificado do crime organizado no país.

O entendimento dos representantes dos servidores policiais da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Penal Federal (PPF) é de que a implementação deste fundo representa um instrumento essencial para ampliar a capacidade operacional das polícias da União, fortalecer suas estruturas institucionais e potencializar as ações de investigação, repressão e desarticulação das organizações criminosas.

A proposta apresentada pelo Ministério da Justiça contempla a possibilidade de destinação de recursos para investimentos institucionais e aquisição de equipamentos, assegurando maior eficiência, integração e modernização das forças policiais federais. Contudo, o projeto ainda não foi enviado ao Parlamento para tramitação.

As entidades reafirmam seu compromisso com o diálogo institucional, com a construção de soluções equilibradas e com a defesa de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública, refletindo diretamente na proteção da sociedade brasileira.

Por fim, as entidades signatárias permanecerão atuando de forma conjunta e permanente para a implementação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas, com o intuito de fortalecer as polícias da União e contribuir efetivamente para o enfrentamento ao crime organizado em todo o território nacional.

 

Assista ao vídeo

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