Congresso derruba veto e autoriza anistia a policiais e bombeiros militares

Com apoio de parlamentares de governo e de oposição, o Congresso Nacional derrubou o veto à anistia de policiais e bombeiros militares que participaram de movimentos reivindicatórios em diversos estados. Proibidos de se manifestar, esses militares recebem penas administrativas.
O veto foi rejeitado por 286 deputados contra 8 votos favoráveis e 1 abstenção. No Senado, o placar foi de 44 contrários ao veto, 7 favoráveis e 1 abstenção.
O projeto (PL 177/15) beneficia militares do Amazonas, do Pará, do Acre, de Mato Grosso do Sul, do Maranhão, de Alagoas, do Rio de Janeiro, da Paraíba e do Tocantins.
A proposta tinha sido vetada sob a justificativa de que poderia causar desequilíbrios na corporação. ?Qualquer concessão de anistia exige cuidadosa análise de acordo com cada caso concreto?, diz as razões do veto.
Segundo o governo, o texto aumentaria a anistia no tempo e territorialmente em relação à anistia concedida pela Lei 12.505/11, já ampliada pela Lei 12.848/13.
A solicitação de veto partiu ainda do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), ?pelo risco de gerar desequilíbrios no comando exercido pelos estados sobre as instituições militares, sujeitas à sua esfera de hierarquia?.
Anistiados
O veto foi objeto de destaque para votação em separado (DVS) do Psol no Senado e do PR na Câmara dos Deputados.
De autoria dos deputados Edmilson Rodrigues (Psol-PA) e Cabo Daciolo (PTdoB-RJ), o projeto, em sua versão inicial, concedia anistia apenas aos policiais do estado do Pará, mas o substitutivo, de autoria da deputada Simone Morgado (PMDB-PA), incluiu também os estados do Amazonas, do Acre, do Mato Grosso do Sul, do Maranhão, de Alagoas, do Rio de Janeiro e da Paraíba.
A anistia valerá para os crimes previstos no Código Penal Militar entre o período de 13 de janeiro de 2010, data de publicação de outra lei de anistia (12.191/10), e a data de publicação da futura lei. Entretanto, crimes tipificados no Código Penal não serão anistiados.
O projeto também amplia o período de anistia para Tocantins (para passar a contar desde o dia 1º de janeiro de 1997).
O Código Militar proíbe os integrantes das corporações de fazerem movimentos reivindicatórios ou greve, assim como pune insubordinações.
A nova anistia beneficia policiais que participaram de manifestações principalmente nos dois últimos anos.

COMPARTILHE

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

últimas notícias

Dia Mundial da Saúde Mental reforça a importância do cuidado com os policiais rodoviários federais

Dia Mundial da Saúde Mental reforça a importância do cuidado com os policiais rodoviários federais

Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental chama a atenção para a importância do acolhimento e…
Outubro Rosa: Cuidado, Diagnóstico Precoce e Suporte à Saúde da Mulher

Outubro Rosa: Cuidado, Diagnóstico Precoce e Suporte à Saúde da Mulher

O mês de outubro é marcado nacionalmente pela campanha Outubro Rosa, um movimento fundamental de conscientização voltado para o combate…
CONFRATERNIZAÇÕES DE FIM DE ANO DO SinPRF-PR 2026 - CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA

CONFRATERNIZAÇÕES DE FIM DE ANO DO SinPRF-PR 2026 - CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA

Mais um ano vai chegando ao fim, trazendo a oportunidade de celebrar nossa caminhada, reconhecer os desafios superados e valorizar…
PF realiza descentralização de recursos e auxílio-saúde de PRFs começa a valer na segunda

PF realiza descentralização de recursos e auxílio-saúde de PRFs começa a valer na segunda

A Polícia Federal concluiu, na tarde desta quarta-feira (30), a descentralização dos recursos para pagamento do Programa de Ressarcimento de…