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CASO MOON: STF afirma que policial no trajeto casa-trabalho não está em serviço

 Foto: Valdenir Rezende

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A Primeira Turma do STF iniciou o julgamento de habeas corpus referente ao caso do PRF Ricardo Moon, acusado de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento, 31 anos, na Av. Ernesto Geisel, em Campo Grande – MS, em dezembro de 2016. Para o ministro Marco Aurélio (relator) não se pode considerar que o policial no trajeto residência – trabalho esteja em serviço. O ministro Alexandre de Moraes pediu vistas e dará seu voto na sequência.

Moon deslocava-se para assumir o trabalho em uma Unidade PRF quando seu veículo foi abalroado pela Toyota/Hilux de Adriano. Ao descer do seu veículo e identificar-se como policial, o PRF tentou a abordagem aos ocupantes da caminhonete, sobretudo ao perceber que o condutor aparentava estar embriagado. Nesse momento, Adriano avançou com seu veículo sobre o PRF, que, em legítima defesa, atirou contra a Hilux. Adriano foi alvejado e entrou em óbito no local. Os outros dois ocupantes da Hilux também foram alvejados, mas sem gravidade.

É lamentável o voto do ministro e toda a comunidade policial espera que seja vencido. Moon sempre foi um excelente policial e nunca teria tomado a atitude extrema de atirar contra a caminhonete se sua vida não estivesse em risco.

Na medida em que o Judiciário deixa de considerar que o deslocamento casa – trabalho não configura efetivo exercício, teremos, cada vez mais, policiais acovardados, com medo de agir em situações nas quais poderiam salvar a vida de outras pessoas em risco.

A seguir o informativo 938 do STF na íntegra:

INFO 938 STF. – DIREITO CONSTITUCIONAL – COMPETÊNCIA

Homicídio qualificado e policial rodoviário federal

A Primeira Turma iniciou julgamento de habeas corpus no qual se pleiteia o deslocamento, para a Justiça Federal, da competência para julgamento de policial rodoviário federal acusado da prática do crime de homicídio qualificado [Código Penal (CP), art. 121, § 2º, II e IV (1)].

O requerente sustenta ser considerado em efetivo serviço o servidor que se encontra em deslocamento no trajeto de sua residência para o local de trabalho. Além disso, alega que, nos termos do art. 301 do Código de Processo Penal (CPP) (2), o paciente tinha o dever de proceder ao flagrante das vítimas, ante a constatação da suposta prática dos crimes de embriaguez ao volante e desacato.

O ministro Marco Aurélio (relator) denegou a ordem. Asseverou que o fato em análise não tem vinculação com o ofício de policial rodoviário federal. Apesar da constatação de embriaguez da vítima ao volante, a suspeita veio a ocorrer somente após iniciada a interpelação pelo paciente, não havendo que se falar em dever de ofício ou em flagrante obrigatório, a teor do art. 301 do CPP.

Acrescentou que a competência da Justiça Federal pressupõe a demonstração concreta das situações veiculadas no art. 109 da Constituição Federal (CF). A mera condição de servidor público não basta para atraí-la, na medida em que o interesse da União há de sobressair das funções institucionais, não da pessoa do paciente.

Além disso, a circunstância de receber, em decorrência da condição de policial rodoviário federal, verba a título de auxílio-transporte mostra-se neutra, considerada a competência da Justiça Federal. Embora tenham sido cometidas infrações penais no deslocamento até o local de trabalho, estas não guardam qualquer vinculação com o exercício das funções de policial rodoviário federal.

Em seguida, pediu vista dos autos o ministro Alexandre de Moraes.

 

 

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Presidente do SINPRF-PR visita sede do SIGMUC e alinha trabalhos pela aposentadoria

O presidente do SINPRF-PR, Sidnei Nunes, esteve na sede do Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (SIGMUC), na segunda-feira (06), para conhecer as instalações e também alinhar os trabalhos em defesa da aposentadoria de risco para todos os trabalhadores da segurança pública.

Ele estava acompanhado do diretor do Sinclapol, Antônio Carlos, e foi recebido pelo presidente do SIGMUC, Luiz Vecchi, que vem trabalhando incansavelmente para garantir os direitos previdenciários dos guardas municipais. “Infelizmente, a Guarda Municipal só tem deveres. Na hora dos direitos somos prejudicados com a permanência de mais 10 anos no serviço ativo, quando comparados à todo o contexto policial. Estamos na luta por um tratamento igualitário, com os mesmos direitos dos policiais”, afirmou Vecchi.

Um dos principais assuntos discutidos durante o encontro foi a grande mobilização que será realizada em Brasília, no dia 21 de maio, em defesa da aposentadoria de risco, com a participação das entidades sindicais e associações que integram a União dos Policiais do Brasil (UPB). “Precisamos unir forças nesta luta, para que todos os trabalhadores da segurança pública sejam valorizados, afinal, todos eles, sem distinção, realizam um grandioso trabalho em prol da sociedade. Juntos somos mais fortes”, declarou Nunes.

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Presidente do Sindicato participa de reunião da UPB com Francischini

O presidente do SINPRF-PR, Sidnei Nunes, participou de uma reunião da UPB Paraná com o deputado estadual Fernando Francischini, para conversar sobre a aposentadoria policial, com a reforma proposta pelo Governo Federal. O encontro foi realizado nesta segunda-feira (06), no gabinete dele, na Assembleia Legislativa do Paraná.

De acordo com Nunes, o apoio do parlamentar é muito importante, pois Francischini é presidente do PSL no Paraná, base aliada do Governo Bolsonaro. O encontro contou ainda com representantes de outras entidades sindicais que integram a UPB Paraná.

O deputado se mostrou bastante receptivo e preocupado com a reivindicação. Segundo ele, que é defensor dos trabalhadores da segurança pública, é necessária uma atenção especial para esses profissionais, que realizam um importante serviço em prol da sociedade.

Outra demanda necessária é a inclusão dos guardas municipais na aposentadoria de risco, bandeira amplamente defendida pelo presidente do SIGMUC, Luiz Vecchi, a qual conta com o apoio da UPB, pois é inadmissível um tratamento diferenciado.  

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PAD e suas complicações

Um simples Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pode ter complicações se não for dada a devida importância por parte do servidor. Desde briguinhas bobas, até a perda ou dano de algum material, podem ter reflexos financeiros ou anotações na ficha do servidor. Sem contar as acusações que envolvam ilícitos em face da Administração Pública que, em uma análise fria, é normal imaginar que resultarão na demissão do servidor.

Ocorre que, na realidade, não é bem assim que acontece. Os fatos devem ser apurados com a presença de um advogado, para que seja dada a mais ampla defesa ao servidor e o direito ao contraditório.

Muitos servidores procuram o Sindicato em estágios avançados do PAD, porém, o advogado deve defender e acompanhar o policial desde o início do procedimento disciplinar. Mesmo diante de uma suposta falta grave, o conhecimento técnico e a atuação estratégica do advogado na apuração dos fatos é capaz de reduzir os riscos de punição, ou mesmo evitar a demissão do servidor.

Uma situação que, num primeiro momento, poderia ensejar na penalidade máxima de demissão, acaba sendo atenuada, terminando em suspensão, advertência ou até mesmo absolvição do servidor acusado.

Mais informações sobre Procedimentos Administrativos Disciplinares serão repassadas pelo SINPRF-PR nas próximas semanas! Os sindicalizados também podem esclarecer suas dúvidas junto à diretoria jurídica do Sindicato.

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Sindicato participa de mobilização estadual pelo pagamento da data-base

O presidente do Sindicato, Sidnei Nunes, participou da mobilização dos servidores públicos estaduais realizada nesta segunda-feira (29), em apoio aos trabalhadores da segurança pública que integram a União dos Policiais do Brasil (UPB). O ato, realizado em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico de Curitiba, foi motivado pelo atraso no pagamento da data-base desde 2016, o que já  acumula mais de 16% de perdas inflacionárias para as categorias atingidas.

De acordo com Nunes, é inadmissível que o Governo do Estado não pague a reposição salarial, que é um direito constitucional da categoria. “Precisamos de uma segurança pública forte e valorizada, com carreira estruturada e bases salariais dignas. Os policiais não têm direitos previstos na CLT, como hora extra, insalubridade e periculosidade, adicional noturno, entre outros. Uma segurança fraca só beneficia a criminalidade”, afirmou.

 

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Seu apoio é muito importante na defesa da aposentadoria policial

A reforma da previdência entra em seu estado mais crítico, com a instalação da Comissão Especial na quinta-feira (25). O tempo é nosso adversário e se soma a outro adversário implacável: um texto de emenda constitucional que destrói a aposentadoria policial civil.

Desde antes do envio da PEC 06/2019 para o Congresso, o SINPRF-PR, em conjunto com o sistema sindical da PRF e das demais categorias de segurança pública, tem atuado incansavelmente na interlocução com os parlamentares e membros do Governo, para buscar demonstrar a necessidade de tratamento diferenciado para os policiais e lutar por regras mais justas dentro da reforma proposta.

Esta luta continuará enquanto perdurar a tramitação da PEC, mas é chegada a hora de recebermos o reforço mais importante nesta guerra: TODOS OS POLICIAIS!

Precisamos aumentar a mobilização, precisamos aumentar a pressão sobre aqueles que irão decidir o futuro de nossas aposentadorias e pensões, O FUTURO DE NOSSAS FAMÍLIAS!

É hora de intensificar o envio de  mensagens aos parlamentares. Usem as redes sociais, e-mails, telefones e compartilhem com os deputados paranaenses a nossa preocupação com o nosso futuro!

Solicitem apoio em nossa luta! E que reconheçam e efetivamente valorizem os policiais e agentes de segurança pública brasileiros: que doam sua saúde e sua vida em defesa da sociedade, e que estão sendo discriminados e tratados de forma diferente dos militares!

Vamos iniciar esta pressão com os parlamentares paranaenses escolhidos para compor a comissão especial da PEC 06/2019.

Não se omita! Participe!

Doe um pouco do seu tempo, para salvar o seu futuro e o de sua família!!

Lista de parlamentares paranaenses componentes da Comissão Especial da PEC 06/2019:

Titulares: Felipe Francischini (PSL), Filipe Barros (PSL), Paulo Martins (PSC), Reinhold Stephanes Junior (PSD) e Gleisi Hoffmann (PT)

Suplentes: Luiz Nishimori (PR), Luizão Goulart (PRB) e Diego Garcia (PODE)

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Reunião com o efetivo da Delegacia de Londrina

O presidente do Sindicato, Sidnei Nunes, participou de uma reunião com o efetivo da Delegacia de Londrina, promovida pela Superintendência da PRF no Paraná, na quinta-feira (25).  O encontro contou com a presença do superintendente regional, inspetor Ismael de Oliveira, e do chefe da delegacia, inspetor Ivaldo Junior.

Nunes explicou para o efetivo os prejuízos decorrentes da Reforma da Previdência, assim como a atuação do Sindicato para garantir a aposentadoria policial e os direitos dos policiais rodoviários federais. Na oportunidade, acompanhado do inspetor Oliveira, ele realizou ainda a entrega do livro comemorativo dos 90 anos da PRF, ao chefe da delegacia.

A reunião contou ainda com a participação dos representantes do Sindicato, E. Batista, Cunha e Denílson, e da equipe de gestão do superintendente.

Fotos: Fernando Oliveira/PRF

 

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Comissão de excedentes busca apoio do Sindicato e da superintendência

Na tarde de segunda-feira (22), o presidente do Sindicato, Sidnei Nunes, participou de uma reunião com a comissão de excedentes do concurso da PRF e o superintendente, inspetor Ismael de Oliveira. O encontro foi solicitado pelo grupo para buscar o apoio da administração e do SINPRF-PR na gestão junto aos parlamentares, Ministério do Planejamento e Ministério da Justiça, para que seja realizada uma nova chamada.

“A administração não medirá esforços para que todos os candidatos possíveis sejam chamados”, afirmou Oliveira. A grande preocupação é o curto espaço de tempo determinado pelo edital, de apenas 30 dias após o curso de formação da primeira turma.

Segundo Nunes, a comissão terá o apoio do Sindicato, pois a reivindicação é justa e necessária. “A demanda é urgente, pois a falta de efetivo é um dos problemas que precisam ser solucionados. O chamamento dos excedentes é uma das nossas lutas, assim como a abertura de novos concursos, para garantir melhores condições de trabalho aos PRFs e um serviço cada vez melhor à população”, destacou ele.  

Representando a comissão, estiveram presentes Bruno Dorigon, José Augusto Cantalejo Mazzaro, Hélder Schiochet e Cris Rogerson Tonon.

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Presidente do Sindicato se reúne com diretor-geral e superintendente da PRF

O presidente do SINPRF-PR, Sidnei Nunes, participou de uma reunião, na manhã desta segunda-feira (22), com o diretor-geral da PRF, inspetor Adriano Marcos Furtado; o superintendente da PRF no Paraná, inspetor Ismael de Oliveira; e o superintendente substituto, inspetor Daniel Antonio Torno.

Durante o encontro foram discutidos diversos assuntos de interesse da categoria, com destaque para a reforma da previdência, a portaria de regulamentação previdenciária dos que trabalham no serviço administrativo da PRF, blindagem de viaturas e falta de efetivo.

De acordo com Nunes, a necessidade de aumentar o número de PRFs é uma das principais demandas. “O diretor geral e o superintendente já sinalizaram que esta é uma luta encampada por toda a administração, que segue promovendo conversas constantes com o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, para que o concurso em andamento seja ampliado, assim como a abertura de novos processos seletivos para que o problema seja resolvido”, afirmou.

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É preciso valorizar os trabalhadores da segurança pública

Somos a primeira e única linha de defesa entre o caos e a paz social, vivemos menos que a média geral da população. Sofremos mais com doenças mentais, cardiopatias, osteomusculares e com índices cada vez mais alarmantes de suicídios.

Saímos de nossos lares, todos os dias, com duas certezas: que iremos arriscar nossas vidas para defender a sociedade, e que poderemos nunca voltar mais para casa. Mas, nada disso nos impede de seguir cumprindo nosso dever, nossa missão.

A reforma da previdência pretende deixar os policiais e seus familiares ainda mais desprotegidos nesta guerra contra a criminalidade. É preciso valorizar quem protege a sociedade!

#AposentadoriaPolicial  #ValorizeQuemTeProtege