A FenaPRF acompanha com atenção e rigor o resultado das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre as ações durante as eleições presidenciais de 2022 e reafirma seu compromisso com a defesa da legalidade, do devido processo legal e do Estado Democrático de Direito.
No entanto, chama a atenção o fato de apenas a relação de Policiais Rodoviários Federais investigados ter sido vazada e a omissão de informações sobre os demais indiciados no inquérito. É questionável o motivo da seletividade no vazamento das informações.
A Federação garante que continuará fazendo frente às ações que tentem macular a imagem da PRF e limitar suas atribuições. Entende que essa é mais uma tentativa de enfraquecimento da instituição.
O vazamento ocorre justamente em um momento sensível , com as discussões acerca da PEC da Segurança, que tenta reduzir a atuação dos profissionais, ainda que o trabalho de inteligência tenha apresentado resultados recordes no último ano.
A Federação garante que continuará acompanhando o desenvolvimento das investigações, com o objetivo de contribuir para a transparência dos fatos, evitando injustiças e práticas de corporativismo.
Historicamente, a Polícia Rodoviária Federal é a instituição que mais apreende drogas no Brasil, causando grandes prejuízos ao crime organizado. No entanto, o parágrafo 2° B da PEC da Segurança Pública, da forma como está redigido, pode comprometer as ações de inteligência dos PRFs, prejudicando diretamente o combate ao crime.
Precisamos de uma PRF forte, para seguir atuante em sua missão de proteger o Brasil.
No ano de 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná alcançou um marco histórico em apreensões de drogas, com a retirada de mais de 284 toneladas do mercado ilícito. Este número supera em 45% o recorde anterior, registrado em 2023, consolidando a PRF como uma força essencial na segurança pública.
Liderando as apreensões está a maconha, totalizando mais de 280 toneladas, seguida pela cocaína com 3,6 toneladas. A PRF é responsável por 57% das apreensões realizadas no Paraná, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O sucesso das operações reflete o trabalho especializado e o uso de inteligência avançada, que permite abordagens mais eficazes. Cerca de 73% das apreensões de maconha e 88% de cocaína foram orientadas por dados de inteligência. Além disso, a detenção de traficantes saltou 23%, totalizando 711 prisões em 2024.
A PRF também registrou significativas apreensões de armas nas rodovias do estado, com 132 armas de fogo e 1.366 munições interceptadas, muitas delas destinadas a grandes centros urbanos. Dentre estas, 46 eram armas longas, indicando um combate direto ao crime organizado.
Além disso, o Paraná lidera nacionalmente nas apreensões de cigarros contrabandeados, com mais de 29 milhões de maços removidos das rodovias.
Entretanto, o destaque mais recente tem sido a intensificação das operações contra os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos. A PRF registrou um aumento superior a 250% nas apreensões, totalizando mais de 525 mil unidades. Estes dispositivos, cuja venda e importação são proibidas no Brasil, representam uma séria ameaça à saúde pública, devido à presença de altas doses de nicotina e aditivos químicos não regulamentados.
Estudos de universidades renomadas, como Stanford e Califórnia, evidenciam que cada “recarga” desses aparelhos pode conter até 30 vezes mais nicotina que um cigarro convencional, com certos dispositivos apreendidos superando em sete vezes esse teor, equivalente a dez maços em um único aparelho. O apelo dos aromas dos DEFs, aliado à rápida absorção da nicotina, pode intensificar o início do uso entre jovens, aumentando o risco de dependência química.
Com destaque os policiais
O SinPRF-PR permanece vigilante e comprometido com a valorização constante da carreira PRF e reafirma o apoio ao trabalho incansável dos policiais rodoviários federais que, em suas operações, zelam pela segurança da população e pelo cumprimento das normas legais.
Parabéns a todos os colegas envolvidos nas apreensões. Seu trabalho é fundamental para um país cada vez mais justo e seguro.
Confira o material que foi utilizado nos trabalhos parlamentares desta semana no Congresso Nacional. É importante ressaltar que essa PEC está acima dos interesses apenas da PRF, atinge toda a segurança pública. E as tratativas estão em nível de governo, ministérios e Congresso Nacional.
A grande questão da aprovação ou não vai depender da força política do governo e das tratativas com os governadores. Se houver esse alinhamento, a PEC provavelmente será aprovada.
E no meio disso, o Sistema Sindical precisa lutar, e muito, para ajustar o que vier oficialmente e melhorar a proposta. Afinal de contas, nosso objetivo é e sempre será a proteção e valorização do policial rodoviário federal.
Lembremos que também há uma lei orgânica, que se aprovada deve tornar a carreira mais forte e flexibilizar a dedicação exclusiva.
Confira o material, que traduz o que representa a PRF para os brasileiros.
A FenaPRF, reuniu-se na última terça-feira (05) com os ministros do Turismo e de Portos e Aeroportos. Foi solicitado aos chefes de pastas no executivo empenho para a atualização do rol de cidades que constam no adicional de fronteira.
O diretor de Relações do Trabalho da FenaPRF, Carlos Lima, teve agenda com Celso Sabino e Silvio Costa, respectivamente ministros do Turismo e de Portos e Aeroportos. Os encontros aconteceram nos gabinetes dos ministros e foi entregue a eles um ofício da Federação em que se solicita intermédio para uma agenda conjunta no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
“Estamos lutando há tempos pela atualização do rol das cidades que fazem jus a receber o adicional de fronteira. Essa listagem está desatualizada, tem uma série de cidades em regiões fronteiriças e de difícil fixação que estão fora há a perda de muitos servidores nestas áreas”, explicou Carlos Lima.
O AdFron é um importante instrumento para a diminuição da rotatividade em cidades isoladas de fronteira e difícil fixação. Entende-se que com a alternância dos servidores perde-se a memória da forma de trabalho nestas regiões e prejudica a fiscalização nas rodovias federais.
A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais e os sindicatos estaduais de PRFs tiveram acesso ao texto do anteprojeto da PEC da Segurança Pública apenas após a divulgação realizada na última quinta-feira (31).
Como entidade representativa de classe, a FenaPRF entende que toda mudança legislativa que tenha por finalidade dar segurança e respaldo jurídico aos colegas PRFs será bem-vinda. Na prática, o policial rodoviário federal já exerce a maioria das atribuições descritas no texto da PEC mas ancoradas apenas na Portaria 42/2021 do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Mesmo sob argumento de inconstitucionalidade feito por entidades externas, os policiais rodoviários federais, como servidores do estado brasileiro, nunca se furtaram em realizar as missões em defesa da sociedade, sempre realizando-as com extrema habilidade e competência em qualquer seja o ambiente ou a natureza da ação, independente de qual seja o governo.
O sistema representativo trabalhará com firmeza e compromisso a fim de que o governo federal promova a valorização do trabalho de excelência realizado pelos PRFs por quase um século. Sabemos da capacidade e competência dos integrantes da PRF para cumprir tais novas missões e entendemos como primordial, neste momento de mudanças, que todos os servidores que pertencem ao quadro da PRF, ativos, aposentados e pensionistas estejam incluídos em todas as modificações, para que tenham assegurados a garantia de direitos por parte do poder público, sendo todos tratados de forma isonômica neste novo cenário, com uma instituição reestruturada.
A FenaPRF, entidade representativa de segundo grau dos policiais rodoviários federais, continua à disposição do ministro Ricardo Lewandowski, de deputados, senadores e da sociedade civil para debater o teor da PEC da Segurança Pública bem como propor uma discussão franca sobre a segurança pública brasileira.
A FenaPRF oficiou, nesta sexta-feira (25), o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando, sobre retrocessos nas condições de trabalho dos PRFs em todo o Brasil. Temas como escala, cancelamento de férias, licença capacitação e teletrabalho foram abordados no documento expedido após decisão de todos os entes do sistema sindical dos PRFs.
Em destaque no ofício, estão diversos entendimentos desfavoráveis aos servidores quanto à licença-capacitação. Estão sendo exigidas obrigações que não são previstas em lei e, consequentemente, dificultando o acesso dos policiais a este direito. Policiais reclamam de falta de clareza nos critérios e rigor excessivo na análise dos pedidos.
O documento destaca ainda, o posicionamento do sistema sindical dos policiais rodoviários federais sobre os diversos retrocessos, que geram insatisfação no efetivo. “O sistema sindical dos policiais rodoviários federais não medirá esforços para assegurar condições dignas de trabalho e remuneração para a categoria. A direção-geral da PRF deveria concentrar seus esforços em garantir essas condições, especialmente em um momento em que se discute a possibilidade de apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode modificar profundamente o perfil da Polícia Rodoviária Federal.”, cita o ofício.
Importante salientar que os sindicatos estaduais estão à disposição para possíveis assistências jurídicas a todos os filiados que sofram prejuízos financeiros, materiais ou morais em decorrência das últimas medidas. O Sistema Sindical dos policiais rodoviários federais reitera seu compromisso em defesa da categoria.
Na última sexta-feira (11), representantes da FenaPRF se reuniram com o coordenador geral do MGI, Bruno de Sousa, para discutir e cobrar a regulamentação do regime previdenciário dos PRFs ingressos entre 2013 e 2019.
Durante reunião anterior, sobre o mesmo tema, realizada em agosto, foi cobrada tal regulamentação, o compromisso foi de que a mesma seria adequada logo em seguida, o que até o momento, não ocorreu. Após a reunião, a expectativa é que a minuta seja finalizada ainda este mês. Uma nova reunião foi marcada para novembro, quando a normativa será apresentada.
O SinPRF-PR acompanha essa importante demanda, que precisa ser resolvida o mais breve possível.
Nesta quinta-feira (26), a sede do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Paraná (SinPRF-PR) foi palco de um encontro importante entre os policiais rodoviários federais aposentados, promovido pelo presidente da entidade, Sidnei Nunes. O objetivo central do evento foi reunir os veteranos da corporação e oferecer atualizações sobre questões judiciais em andamento e os impactos potenciais da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que visa transformar a PRF em uma polícia ostensiva da União.
Durante a reunião, o presidente Nunes destacou a relevância de manter os colegas aposentados informados e engajados, especialmente diante das mudanças em discussão que podem afetar diretamente a carreira dos policiais, tanto ativos quanto inativos. A PEC em questão, que propõe o aumento das atribuições da PRF, colocará em pauta uma reestruturação das funções da instituição, ampliando seu escopo de atuação para abranger atividades de segurança ostensiva em nível federal.
Um dos pontos principais abordados foi a garantia de que, independentemente das transformações previstas, os policiais aposentados não serão deixados de lado. “Defenderemos os colegas veteranos para que não sejam deslocados do pessoal da ativa, em uma nova configuração de carreira”, afirmou Nunes, assegurando que o SinPRF-PR está atento para preservar os direitos dos veteranos em qualquer nova estrutura organizacional que venha a surgir.
Ações judiciais
Além das discussões sobre a PEC, a reunião também serviu para esclarecer dúvidas sobre ações judiciais em curso, com a presença do advogado, Dr. Carlos Barbosa, reforçando o compromisso do Sindicato com a defesa jurídica dos PRFs, incluindo aqueles que já se encontram na inatividade.
O encontro foi uma oportunidade valiosa para fortalecer os laços entre os PRFs aposentados e a entidade sindical, reafirmando o papel do SinPRF-PR na defesa dos interesses de todos os seus membros, ativos e inativos, frente às mudanças que possam ocorrer no futuro da corporação.
Na terça-feira (24), o SinPRF-PR, representado pelo presidente Nunes e pelos diretores Nicolete e Bezerra, realizou uma importante reunião com o superintendente, Fernando Oliveira, e o superintendente substituto, Sérgio Carvalho. O encontro teve como foco discutir temas relevantes para o efetivo da PRF no Paraná.
Dentre os principais assuntos abordados, destacaram-se:
Distribuição de efetivo: Discussões sobre como otimizar a alocação de policiais em diferentes regiões do estado.
Investimentos em infraestrutura: Planejamento para a construção de hangar e unidades operacionais, visando melhorar as condições de trabalho e a eficiência das operações.
Homenagens: Definição de agendas para a entrega de homenagens nas delegacias onde os policiais ainda não receberam as moedas por tempo de serviço, continuando a política de valorização do trabalho dos nossos profissionais.
PEC: A PEC que pretende transformar a PRF em uma nova polícia também foi tema do encontro. A união de forças será importante na defesa da nossa instituição frente ao novo cenário. O SinPRF-PR não medirá esforços para que possamos sair fortalecidos na mudança.
A reunião foi altamente produtiva, refletindo o compromisso do SinPRF-PR em buscar constantes melhorias para os policiais rodoviários federais. Juntos, estamos fortalecendo nossa atuação e garantindo melhores condições para todos.
Mais cedo teve reunião com o SEOP
No mesmo dia, foi realizado um encontro com o chefe da Seção de Operações, Diego Prestes. Um dos pedidos foi em relação ao Programa Origem, que tem ligação com os colegas que atuam no administrativo. Foram solicitados ajustes para melhor atender os policiais envolvidos.
Continuamos atentos e atuantes em prol de nossos direitos e da segurança nas estradas do Paraná!